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Admirável Iniciativa · Brave Second Initiative

April 22, 2008

Nestes dias, por Portucalis e outros locais portugueses do Segundo Mundo festeja-se mais um aniversário do 25 de Abril. Exposições, música, poesia, tertúlias, tudo faz parte de um reviver da Revolução dos Cravos. Mais incrível ainda é que a iniciativa tenha partido, tanto quanto sei, de pessoas que nem sequer eram nascidas na altura. Quanto a mim, era sim, e ela passou por mim como uma simples interferência num normal dia de escola. Não fui às aulas, é tudo de que me lembro. Lembro-me sobretudo dos primeiros festejos do 1º de Maio, não sei já se nesse ano, se no seguinte, mas foram esses momentos de festa que mais me ficaram. Mas o que me marcou mesmo foi ver a minha família vir, em consequência da Revolução, a ser separada por um oceano, até hoje e para sempre. Por isso, desculpem-me se não festejar muito. Por isso e por achar que se romantiza demasiado uma Revolução que até hoje os portugueses ainda não souberam aproveitar bem. Por achar, que ao fim de 34 anos, se deve começar a festejar o futuro com iniciativas que nos levem mais adiante. E que se faça, sim, uma nova revolução na forma de pensar, com novas músicas de intervenção sobre o conformismo, o oportunismo e o nacional-desenrascanço. Nós, portugueses, somos bons no que fazemos (prova disso são as iniciativas que já vi por este Segundo Mundo), mas podemos ser ainda melhores. Muito melhores.

In English after the cut

NOTA: Só depois de a Afro me ter agradecido é que me lembrei de que a divulgação não está completa sem as “moradas”. Assim, aqui vão a da Exposição e a do Tagus (blog), com mais informações sobre este evento.

These last few days, in Portucalis and other Portuguese places within the Second World, we are celebrating another April 25th anniversary.  Exhibitions, music, poetry, gatherings, all is part of a revival of the Carnation Revolution. Even more incredible is that the people responsible for this initiative, as far as I’m aware, weren’t even born at the time. As for me, I was, and it passed through me as a simple interference on a regular school day. I didn’t go that day, and that’s all I can remember. I remember mostly the first celebrations of May 1st, I’m sure that same year or the next, but those were the first partying days that still fill my mind. But what left a real impression on me was, in fact, seeing my family, as a consequence of the Revolution, being parted by an ocean, till today and forever. So, excuse me if I don’t celebrate much. For that and for thinking that people are too romantic about a Revolution which, up till now, the Portuguese haven’t taken advantage of. For thinking that, 34 years later, we must start celebrating the future with initiatives which will lead us further ahead. And that we carry on, indeed, a revolution in the way of thinking, with new intervention songs about conformity, opportunism and national-save-yourself-ism. We, Portuguese, are good at what we do (proof of that are the initiatives I’ve already seen on this Second World), but we can be even better. Much better.

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4 comments

  1. “…uma Revolução que até hoje os portugueses ainda não souberam aproveitar bem”. Pois aí está tudo dito.

    É é verdade, a iniciativa partiu de quem nunca viveu o 25 de Abril (no dia pelo menos). Pelo menos de minha parte, não era nascida. O Tp se era, devia andar de fraldas… talvez daí a preocupação em mostrar todas as faces do 25 de Abril.

    Os testemunhos de quem festeja todos os anos em grande, as opiniões de quem se dividiu, as memórias de quem teve a vida completamente alterada…
    E nestas nossas conversas/tertúlias temos falado e ouvido tanto…que estamos maravilhados. Muitos, tal como nós, acabam a noite a dizer que passaram connosco uma das melhores noites da suas SLVidas.

    E está a saber tão bem estas conversas e partilhas (enganem-se quem pensa que só falamos de Abril, ontem tivemos um catalão a falar da festa em que se compram flores às senhoras e livros….) que estou a pensar, muito sinceramente, fazer esporadicamente viagens no tempo e no espaço. No tempo para as nossas memórias passadas e “festejar o futuro com iniciativas(Ideias) que nos levem mais adiante”, no espaço a todos aqueles que me(nos) queiram acolher.

    Afinal no nosso SL não há só festas e compras, mas também pessoas e amigos :)Sim. Fiz mais amigos em duas noites do que em 2 meses de SL.

    🙂


  2. […] PalUP, Cat, Marg, por ajudarem […]


  3. Afinal estamos todos vivos e com a memória ainda fresquinha E é claro que podemos ser muito melhores… Quanto ao Brasil… é uma terra a descobrir sem medo nem receio agora com o acordo ortográfico!


  4. Deixa-me que te diga, Fokas, que do outro lado do oceano existe muito mais do que o Brasil. Não te cria assim tão precipitado. Quanto ao acordo ortográfico, o meu plano para o futuro é mesmo deixar de usar as palavras cuja grafia venha a ser diferente. Manias.



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