Nestes dias, por Portucalis e outros locais portugueses do Segundo Mundo festeja-se mais um aniversário do 25 de Abril. Exposições, música, poesia, tertúlias, tudo faz parte de um reviver da Revolução dos Cravos. Mais incrível ainda é que a iniciativa tenha partido, tanto quanto sei, de pessoas que nem sequer eram nascidas na altura. Quanto a mim, era sim, e ela passou por mim como uma simples interferência num normal dia de escola. Não fui às aulas, é tudo de que me lembro. Lembro-me sobretudo dos primeiros festejos do 1º de Maio, não sei já se nesse ano, se no seguinte, mas foram esses momentos de festa que mais me ficaram. Mas o que me marcou mesmo foi ver a minha família vir, em consequência da Revolução, a ser separada por um oceano, até hoje e para sempre. Por isso, desculpem-me se não festejar muito. Por isso e por achar que se romantiza demasiado uma Revolução que até hoje os portugueses ainda não souberam aproveitar bem. Por achar, que ao fim de 34 anos, se deve começar a festejar o futuro com iniciativas que nos levem mais adiante. E que se faça, sim, uma nova revolução na forma de pensar, com novas músicas de intervenção sobre o conformismo, o oportunismo e o nacional-desenrascanço. Nós, portugueses, somos bons no que fazemos (prova disso são as iniciativas que já vi por este Segundo Mundo), mas podemos ser ainda melhores. Muito melhores.
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NOTA: Só depois de a Afro me ter agradecido é que me lembrei de que a divulgação não está completa sem as “moradas”. Assim, aqui vão a da Exposição e a do Tagus (blog), com mais informações sobre este evento.




