Não vou aqui referir quaisquer pormenores, situações ou pessoas, pois ao que parece todos os que me lerão vão dando mais ou menos pelo que faço no noite-a-noite SL-iano. Outros, sem realmente me conhecerem, dão-se conta do que faço apenas pelo que lhes contam ou pelo que lhes parece. Não sabem. Não perguntam. Ouvem. Comadreiam. E depois julgam. E isso faz-me impressão. Incomoda-me. Sobretudo pela falta de personalidade e frontalidade. Todas as minhas acções, sem excepção, têm um motivo. Não são fúteis. Não são superficiais. E, ao contrário do que possam pensar, não são motivadas por qualquer sentimento de superioridade. E tudo porque eu também sou humana. Em cada coisa que aprendo, tenho um prazer imenso. E em cada coisa que ensino, há um prazer redobrado e sempre, sempre a noção de que antes de saber, eu também não sabia. Não há qualquer medida para os conhecimentos de cada um, há sim a necessidade de aprender aquilo de que precisamos para o que fazemos. A questão é, e citando Paul Arden, que admiro, “It’s not how good you are, it’s how good you want to be.” (Não se trata de saber se és bom, mas de quão bom queres ser). E, meus caros, eu quero ser o melhor que puder.
Ninguém, mais do que eu, odeia convenções e preconceitos e ninguém, tanto como eu, os tem combatido desde que me conheço. Desde sempre me recusei a seguir o rebanho, tal como desde sempre aprendi a ser responsável pelos meus actos. Não sou capaz de culpar ninguém por uma atitude que eu tome e como tal não suporto que me acusem do que acontece aos outros. Cada um é dono da sua vida e, se deixa que outros se apoderem dela, isso é da sua exclusiva responsabilidade. Do not blame me.
E agora poderão perguntar “Para quê isto?”. E eu respondo que, já que algumas pessoas me julgam sem terem a decência de perguntar porque sou, como sou e porque faço o que faço, eu vou esclarecendo desde já.