Archive for February, 2008

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Admirável Lição

February 26, 2008

Nem de propósito, é nas alturas mais conturbadas que se nos acendem luzes inesperadas, e que nos deparamos com as lições mais apropriadas ao momento que atravessamos. Uma dessas luzes foi uma frase com que me deparei sem mais nem quê e que me dá força para continuar com a minha vida, agora mais feliz e plena do que nunca. Tendo sempre em mente que as acções ficam com quem as pratica, sigo este conselho:

“Perdoa sempre aos teus inimigos. Nada os agastará mais”.

Oscar Wilde

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Admirável Primeira Vida

February 10, 2008

Depois do Admirável Reencontro neste segundo mundo, chegou a vez de um memorável reencontro na Primeira Vida, não sem alguns precalços que envolveram uma deslocação de última hora à Margem Sul para resgatar o nosso Iluminado. Finalmente chegados ao lugar marcado, fui imediatamente reconhecida pela Sr. D. Dra. Prof. Engª (não sei se a ordem é esta) Mãe da Mafalda, de cujo rosto só me lembrei no final do jantar, mas a qual se lembrava muito bem de mim. Grande Magic, por quem se diria que o tempo não passou se não fosse a prova vivíssima e fabulosa que é a extraordinária Mafalda. E grandes todos os outros, que já conhecia pessoalmente (Afro, Blue, Elora, Imso, Maggy, Piedro, Tp) e aqueles que conheci naquela noite (Manex, Mermaid, Migas e Russo). Enorme mesmo foi a noite que se seguiu, em que, à semelhança do que se passa neste nosso Segundo Mundo, nos rimos, dançámos, cantámos e divertimos como se o mundo fosse todo nosso.

Ao contrário da maior parte deles, optei por não participar do segundo dia de Assembleia Geral, porque não só estava exausta como se impunha que estivesse com as pessoas mais importantes da minha Primeira Vida e que também ajudasse a fazer as honras da casa na inauguração do novo Auditório de Portucalis. E garanto-vos que a noite não foi menos memorável.

Admirável Primeira Vida? Admirável Segundo Mundo, sim, que nos permite encontrar estas pessoas extraordinárias que passam, assim de repente e incrivelmente, a fazer parte dela. Algumas de uma forma mesmo muito especial.

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Lamentável Pequenez

February 1, 2008
Não vou aqui referir quaisquer pormenores, situações ou pessoas, pois ao que parece todos os que me lerão vão dando mais ou menos pelo que faço no noite-a-noite SL-iano. Outros, sem realmente me conhecerem, dão-se conta do que faço apenas pelo que lhes contam ou pelo que lhes parece. Não sabem. Não perguntam. Ouvem. Comadreiam. E depois julgam. E isso faz-me impressão. Incomoda-me. Sobretudo pela falta de personalidade e frontalidade. Todas as minhas acções, sem excepção, têm um motivo. Não são fúteis. Não são superficiais. E, ao contrário do que possam pensar, não são motivadas por qualquer sentimento de superioridade. E tudo porque eu também sou humana. Em cada coisa que aprendo, tenho um prazer imenso. E em cada coisa que ensino, há um prazer redobrado e sempre, sempre a noção de que antes de saber, eu também não sabia. Não há qualquer medida para os conhecimentos de cada um, há sim a necessidade de aprender aquilo de que precisamos para o que fazemos. A questão é, e citando Paul Arden, que admiro, “It’s not how good you are, it’s how good you want to be.” (Não se trata de saber se és bom, mas de quão bom queres ser). E, meus caros, eu quero ser o melhor que puder.
Ninguém, mais do que eu, odeia convenções e preconceitos e ninguém, tanto como eu, os tem combatido desde que me conheço. Desde sempre me recusei a seguir o rebanho, tal como desde sempre aprendi a ser responsável pelos meus actos. Não sou capaz de culpar ninguém por uma atitude que eu tome e como tal não suporto que me acusem do que acontece aos outros. Cada um é dono da sua vida e, se deixa que outros se apoderem dela, isso é da sua exclusiva responsabilidade. Do not blame me.
E agora poderão perguntar “Para quê isto?”. E eu respondo que, já que algumas pessoas me julgam sem terem a decência de perguntar porque sou, como sou e porque faço o que faço, eu vou esclarecendo desde já.