
Sim, este é o Segundo Mundo. Sim, o único limite é a nossa imaginação. Não, em Portucalis não há “red lines”, não há restrições à circulação de pessoas. Eu também gosto disso, de ir onde me apetece, saltar para o meio daquele magote de pontos verdes acumulados num determinado lugar do mapa. E eu disse magote, porque quando vejo só dois e muito juntos, nem me aproximo. Se for só um, talvez o faça, mas opto por primeiro tentar contactar algum dos meus amigos e conhecidos. Com tudo isto, o que quero dizer é que, apesar de não haver limites, deveria haver educação. Bom senso, pelo menos.
Eu vivo na praia, agora. A vista é linda. A vizinhança excelente. Dum lado, o Paradisus, ponto de encontro diário. Do outro, a Galeria. A dois passos, o Caneco. Não podia ser melhor. Prova disso é a quantidade de “forasteiros” que por lá aterram diariamente. Que vêem um pontinho no mapa e resolvem ir ver quem é. E que, infelizmente, não têm um pingo de educação e aterram directamente na varanda. E tentam abrir a porta mesmo debaixo do meu nariz. Que, no fim de uma conversa em que tento fazer entender que estou ocupada e que estão à minha espera, me oferecem amizade e se ofendem com a recusa.
A minha praia está aberta a todos os meus amigos. Está aberta a todos os visitantes de Portucalis, como todo o resto das ilhas. Lamentavelmente para os curiosos, a minha casa não está (varanda incluída). Terei todo o gosto em receber bem todos aqueles que conheço. E todos aqueles que me perguntarem se podem entrar.
Tal como na primeira vida, neste segundo mundo também não gosto de quem entra a matar. Gosto de quem é bem educado.
In English after the cut
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